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Abrindo gavetas, esvaziando armários



Estou em fase de mudança, e nestas horas é que descobrimos uma série de coisas que já foram essenciais, quase vitais um dia e nem lembramos mais que estão onde estão, ou seja, gavetas e armários.


Em 1984, vi o filme Blade Runner e fiquei fascinado. Uma história envolvente, impactante e muito reflexiva devido ao contexto “humanista/existencial”, mostrando o conflito existencial e de sobrevivência entre humanos e “replicantes”. Um filme lindo com uma fotografia perfeita e a trilha sonora era magnífica, aliás, eu precisava ter a trilha sonora e o filme pensando em ver e ouvir muitas vezes.


Saí a garimpar e comprei o disco de vinil da trilha, mas não era suficiente, eu precisava ouvir no toca fitas da minha Caravan Comodoro 1979 e também comprei a fita K7, mas a fixação era tanta que acreditava ser importante eu ter o filme em fita VHS para ver sempre que desse vontade. Comprei a fita VHS para ver em meu vídeocassete.


Em poucos anos (poucos mesmo), após comprar tudo que me era necessário e vital ter sobre o filme, a fita K7 deu lugar ao CD player no carro, o disco de vinil se aposentou porque comprei aparelho de CD e o VHS abriu espaço para o aparelho de DVD. Agora eu tinha uma coleção de coisas materiais, que num determinado momento eu acreditava que precisava muito, e eram fundamentais para me fazerem feliz, e agora NADA servia para NADA!


Esse relato é real, nossas vidas são reais, as necessidades e desejos são reais de fato e cada um as tem na intensidade que o seu momento de vida os conduz, mas temos de entender que a vida é feita de ciclos evolutivos e obrigatoriamente andamos para frente. Às vezes até contra nossa vontade.


Passamos nossa existência acumulando coisas, enchendo gavetas e armários internos com coisas que já deixaram de nos servir e precisamos ressignificar nossa vida. Carecemos de avaliar e reavaliar o que fizemos e faremos adiante, e jamais seremos senhores do nosso destino se ficarmos presos às amarras de sonhos, desejos e lembranças que HOJE já não tem o peso e o valor que um dia tiveram. Agora nossa rotina é diferente, as necessidades são outras e as metas mudam vertiginosamente e enquanto os demais evoluem e prosperam, alguns ficam presos num passado que em algum momento era “confortável e quentinho” (zona de conforto), enquanto outros alçam vôos grandiosos e mudam suas vidas e a dos que os cercam.

É bem difícil perceber sozinho - Eu bem sei disto!


É muito difícil sair deste ciclo sozinho - Bah! como sei bem disto

Tem momentos em que nos percebemos num “nó de corda molhada”, impossível desatar e acreditamos que retornar àquela “zona de conforto” e encher ainda mais as gavetas e armários vai nos fazer resgatar sensações que se perderam no passado.


PURO ENGANO, só vai retardar ainda mais nossa evolução e nos prender num liame energético de tristeza, dor e frustração.


E quem disse que não se pode pedir socorro?

Procure amigos, familiares e quando se sentir mais acolhido procure um terapeuta e confie, acredite, invista em você e na sua vida.


Não busque milagres… Viveu uma vida inteira olhando pelo retrovisor e agora vai querer resultados da noite para o dia? Invista em si, dedique seu tempo e participe de sua “cura interior” seja seu próprio agente de mudança e o protagonista de sua história de sucesso e superação.


Vamos abrir ARMÁRIOS e esvaziar GAVETAS juntos.


Ricardo Blomberg

Terapeuta

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